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quinta-feira, 11 de março de 2010

Reação em cadeia.



Hoje eu vou falar sobre música, mas o que o título tem a ver com música? É que o post é sobre uma ótima banda emo, o Reação em Cadeia, também conhecida como REC.

 É óbvio que eu estou brincando. Eu não ser tão sacana de colocar um post emo aqui. O post ainda é sobre música, mas primeiro vamos esclarecer o “reação em cadeia”.  A reação em cadeia de que eu vou falar é aquela da física atômica. (Também não é um papo nerd sobre física).

Basicamente, a reação em cadeia é um processo onde um objeto em movimento coloca outro(s) objeto(s) em movimento, e esse(s), por sua vez, afeta(m) outros..., e por aí vai. (Pronto, pronto! Já acabou a lição de física. Viu? Nem doeu) Podemos ver uma reação em cadeia numa fileira de dominós, por exemplo. (Nesse caso, chamado também de efeito dominó)

Mas que diabos isso tem haver com música? Isso foi uma introdução para falar do novo clipe do Ok Go. Para quem não conhece, o Ok Go é uma banda de rock alternativo que ficou famosa pelo clipe de sua música “Here it goes again”, também conhecido no Brasil como “clipe da esteira”. Esse clipe, onde os caras vão pulando de um esteira pra outra enquanto cantam, virou febre no Youtube. Se vocês ainda não viram, dêem uma olhada, vale à pena.

Mas esse post é sobre o novo clipe dos caras, da música “This too shall pass”, que é todo feito com uma sequência de reações em cadeia (entenderam o porquê da introdução agora? Não era necessário, mas eu quis colocar, então f...-se!). O clipe é, basicamente, um monte de coisas que trombam nas outras, que trombam nas próximas, e segue-se assim, tudo sincronizado com a música (que por sinal eu não gostei muito, mas o clipe compensa), de forma a criar um efeito incrível.

Não sei se vocês entenderam o que eu quis dizer, é meio complicado de explicar mesmo. Portanto, assistam ao vídeo que é muito bom. (Má oi! Silvio!)


Abraço!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Morte da poesia?

Em primeiro lugar trago a notícia de que não morri, para felicidade de alguns e tristeza de tantos outros. Em segundo queria agradecer o Átila por ter segurado as pontas aqui no blog enquanto eu estava impossibilitado. E em terceiro queria pedir desculpa a todos (os onze!) pelo sumiço, mas eu estava sem net, pois meu museu estava em obras e as obras em leilão!

E é dessa última frase que este texto se trata. Sobre poesia, ou sobre sua quase morte. Já critiquei as músicas de hoje em outro texto, mostrando meu descontento com sua obviedade e falta de criatividade. Em resumo, sua falta de poesia.

Não dá para fazermos um comparativo com as músicas da época do regime militar, com suas impressionantes críticas metafóricas, tecidas com inteligência com métrica e rima, traduzindo em poesia codificada o triste momento pelo qual o país passava. Músicas que deveriam dar orgulho a qualquer um que conhecesse pelo menos o mínimo sobre nossa história. (Esse ano completou vinte anos do fim do regime militar!)

Depois a música foi decaindo até chegar ao que temos hoje, ou seja, decaiu muito, demais pro meu gosto. Então será que é necessária uma crise para que o ser humano mostre o que tem de melhor? (Essa última pergunta está parecendo cena do filme Constantine!)

Eu acredito que não, apesar da grande alienação dos dias atuais ainda existem algumas luzes no fim do túnel. Alguns grupos e bandas, apesar de desconhecidos pela maioria, sustentam a linda combinação de música, poesia e inteligência. Nomes como O Teatro Mágico, Cordel do Fogo Encantado, Djambê do Cerrado são bons exemplos! (Caso não conheçam, fica a dica!) Além disso, alguns projetos como o Vozes do Morro tem revelado algumas boas surpresas.

Eu confesso que gostaria de também ter a habilidade de escrever poesias, pois para mim, essa habilidade é muito maior que inteligência. Eu diria que se trata de sabedoria!

Enfim, a poesia ainda respira, mesmo que o ar não seja muito respirável. (Mas o mundo ainda vai acabar em 2012!)

Para concluir deixo o vídeo do Encontro Vocálico, uma das bandas do projeto Vozes do Morro que me referi acima:


That is all, folk! Abraço!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Saudades da ambiguidade!

Nosso idioma possui, aproximadamente, 230 mil palavras, apesar da maioria das pessoas usarem em torno de cinco mil. Com tanta palavra é sempre bom dar uma atenção especial para escrita, pois certas combinações de palavras podem passar uma mensagem diferente da que queremos transmitir realmente. Quando uma frase tem mais de um sentido ela é chamada de ambígua.
A ambiguidade (que não tem mais trema, mas isso é assunto para outra crônica), além de outros problemas como a cacofonia ou o pleonasmo, normalmente gera falhas na comunicação, porém muitos poetas e amantes do nosso idioma usam esses erros para gerar frases engraçadas, provocativas, enfim, poesia pura.
Lembro de uma falha de interpretação de minha irmã há alguns anos, quando ela tinha por volta dos cinco anos de idade. Minha tia, uma amiga minha e eu falávamos sobre bicicletas e minha irmã que mexia com alguma coisa nas proximidades começou a prestar atenção na conversa, então minha amiga disse:
_ As bicicletas, hoje em dia, estão caras. Uma bicicleta COMUM custa uns cem reais! (E cem reais na época era um bom dinheiro)
Minha tia e eu, simplesmente concordamos com um aceno de cabeça, enquanto minha irmã que bicava a conversa perguntou logo:
_ E uma bicicleta SEM MUM, custa quanto?
Esse erro ocorreu pelo fato de minha irmã ainda não entender nossa língua muito bem, mas foi o suficiente para gerar boas risadas. Ela devia imaginar, que diacho de mum é esse que faz a bicicleta ficar tão cara? A minha pode ser sem mum mesmo!
Sempre gostei a possibilidade de transformar esses erros em coisas engraçadas e brincando com isso lancei algumas pérolas. Como em uma vez na faculdade em que um professor disse que o homem sempre se rende aos desejos de sua namorada quando está amando. Não pude deixar de lançar uma piada para zoar o meu caro colega Dudu:
_ Então o Eduardo está amando. A mando da Raquel, sua namorada.
Ou quando peguei com um amigo meu a nova temporada de Heroes para assistir em um dia chuvoso e minha irmã fez a observação:
_ Você já reparou que sempre que vai à casa do Dé buscar uma nova temporada está chovendo?
_ É porque nós estamos na temporada de chuva! – respondo eu todo Zé graça.
Mas o ápice das ambiguidades ocorreu quando eu estava no ensino médio. Foi a época das músicas ambíguas, era sertanejo, pagode, axé, tudo tinha duplo sentido. Todo mundo se divertia ouvindo uma coisa e imaginando outra, na maioria das vezes pornográfica, mas ninguém tinha vergonha de cantar alegando que a maldade estava na cabeça de quem interpretava mal.
Alguém se lembra da sertaneja “A garagem da vizinha”? Ou daquela que dizia que “ela segurava o coco e alisava o canudinho”? Eram os clássicos da época, todo mundo sabia cantar.
Até eu cheguei a fazer uma música ambígua para um concurso que teve na escola, mas a professora censurou a música por causa do duplo sentido, porém sob muito protesto, afinal a letra não tinha maldade alguma, “a maldade estava na cabeça de quem interpretava mal”. (Eu admito que também usei essa desculpa.)
Tenho saudades dessa época! Apesar de não serem nada cultas, as músicas eram divertidas. Mas aí vieram novos tempos e o duplo sentido sumiu, só sobrou um sentido. O pornográfico mesmo. Surgiram letras que a censura (ou a minha vergonha) não permite que eu escreva aqui, acabaram com a ambiguidade, com o pudor e também com a graça.Hoje em dia eu não consigo ouvir, e muito menos cantar, a música popular brasileira, e não estou em referindo à MPB que não é tão popular assim, estou me referindo às músicas que a maioria dos brasileiros tem escutado. Posso estar sendo meio antiquado, quadrado, ou saudosista, mas para mim o sonho acabou. Que saudades da ambiguidade!